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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

GRITO DA INDIGENCIA

Longe do tempo
Mas perto do momento
Coberto por contradições
 
Não posso pedir consenso
Ao meu pensar
Sem fazer um plebiscito das ilusões
Irresponsabilidade
Não é nem uma novidade
Consciência
Também não  tenho
Porque minha memória é RAM e costuma trancar
Por ser pequena e eu não saber lidar
 
Não acredito em argumento
De parasita que teve êxito
Minha fé virou fantasma
E sumiu sem deixar vestígios
Para dar uma passagem de volta a esperança
Já que ninguém pode condenar a irresponsabilidade
Ajudo a crucifixar a verdade
Coisa da virtuosidade da minha loucura
Um delírio que evapora na clandestinidade
  
       (Orides Siqueira) 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

  ABORIGENE GRAÇAS A DEUS

Aprendi a levantar-me
Aprendendo a cair
E para manter-me em forma
Resolvi não ter nem uma norma
 
Quem achar
Que sou
Um aborígene doente
Nem ligo
Total é o que sou afinal
Um louco, um feliz anormal
 
Agradeço por minhas carências
E fico debatendo com minha consciência
Sou esta bola que salta e rola
Cachorro em circulo
Tentando morder a cola
 
Como uma palavra mal interpretada
Um  grito
Tentando  atingir o eco do nada
O louco da ultima parada
Tentando baixar
Sem ter subido na escada
 
      (Orides Siqueira)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SOCIABILIDADE NÃO
DIGNIDADE SIM

Não penso
Logo não existo
Estou certo de minhas incertezas
 
Nem sei se vou ou venho
Prefiro  dizer, quem sabe, talvez
Depende
Agrada a todos  e nunca ofende
 
Sou cheio de duvidas
Admito outras verdades
 
Prefiro não falar
Para não me equivocar

Barbaridade
Não agüento mais isto
Quanta indignidade
99% da sociedade
Acham que não raciocinar
É  sociabilidade
 
    (Orides Siqueira)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

 

ANJOS DO LIXO
   
Catam
A vida entre detritos
A vida
Não lhes deu direito
Nem sequer ao grito

Lotam labirintos e becos
Viver é premio de consolação
Da vida sempre receberam um não
 
Ansiados mas em silencio
Sem gritos nem maldições
Medo
Entre gás e camburões
 
Um velho escapulário
Para  intervir
Longe da vida e do saber
Certo  apenas o ir e vir
 
Juntando reciclável
Entre cantigas  habituais
Dividem sustento com abutres
E  outros animais
 
        (Orides Siqueira)

  BAY BAY MELANCOLIA

Divorciei-me da melancolia
Amasiando-me com a  doçura
Para poder usufruir do amor
E penetrar a essência
 
Não choro o esquecido
Nem  vou  chicotear o por do sol
Nesta migalha de tempo
Que chamamos de vida
Colocado em formol
 
Nesta mutação de células
Com o coração descalço
Num frenesi  constante 
O coração em silencio beija minha alma

É impulso do desejo
É poder  rir e cantar
Viver a vida em alegre borbulhar
 
       ( Orides Siqueira)

sábado, 24 de novembro de 2012

CATÁSTROFE E FOME
              SÃO
FÁBRICAS DE VOTOS


Entre os buracos da vida
Os ratos
Espalham semente do fracasso
Enquanto pelas ruelas do dia a dia
O desgosto arrasta as sombras
Ferindo com desemprego, fome e miséria
 
Nas esquinas das cidades
Políticos negociam cargos e lugares
Para se  locupletarem
Em sombrios interesses pessoais
 
Enquanto
Abrigado  nas marquises
Sem tetos e sem comida, desfilam suas misérias
Ou vivem
Entre casas sobre casas nas favelas
Dividindo comida  com ratos
Sem
Sequer a dignidade de um prato
 
De repente
Temporais, vendavais
Destruindo
Com o estouro da catástrofe
Raio que cai sempre no mesmo lugar
E jogam a culpa em pobres coitados
Que fizeram
Ou invadiram lugares condenados
Sem opção
E eles agüentam calados
Por não terem onde morar
São condenados
Não tem castelos nem sobrados
São trabalhadores honrados
 
     (Orides Siqueira)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Gostei muito

PELEADORA  GAUCHA

Sou bem feminina
Mas gosto de coisa pura
Fiquem sabendo
Aqui no meu estado
Tradição é cultura
Valorizo o que é nosso
E faço tudo que posso
Pela nossa tradição
Se tiver que lutar
Nas coxilhas ou litoral
Luto de adaga e garrucha
Para defender a raça gaucha
 
     Orides Siqueira


  

  AUTOFLAGELAÇÃO NAS DROGAS

Quando a queda do espírito é anunciada
E os sonhos se vão
Abre-se a porta da exclusão
A realidade passa a ser um fantasma
 
A vida passa a ser um teorema desordenado
E  a mente inicia a habitar o invisível
Os papeis começam a se inverterem
Acabou-se o cidadão
E a alma sufocada pede perdão

Como um pássaro
Que ao olhar-se no espelho não vê as asas
A pureza é expulsa do coração
E o cérebro se ajusta somente a ficção
Passa a não mais ver as cores da imaginação

Chegou  a auto flagelação
Nada mais o ilumina
A sombra não mais representa a  figura
Deixa de ser gente
Passa a ser apenas miserável criatura
 
          (Orides Siqueira)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

    CANSADO

Cansado
Do cinismo e desrespeito
De ver
Minha espécie se perder
Em uma guerra absurda de egos
 
Cansado
De tecer fios fracos
Para a vida rebentar
 
De ver o ódio entre as pessoas
O imoral da ciência
A religião acusar
De ignorância e mentiras
O poder nas mão dos ruins crescer
E a honestidade desaparecer
 
De falar e não ser ouvido
De ver amigos miseráveis
E  ex ricos falidos
 
    (Orides Siqueira)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

FELICIDADE A TODOS NÓS BRASILEIROS PELO DIA DA CONSCIENCIA NEGRA

AFRO

Afro que chamam negro
Servía  sem  ser servido
Estes  guerreriros renegridos 
Igual nas diferenças
Esta acima de etnias ou crenças
Sem  ideias  pré-concebidas
É um exemplo de raça e  vida
 
Moderado e conciliador
Este èbano na cor
Digno do busto da fama
Brasileiro serio e trabalhador
Um cidadão de cor
A espalhar paz e amor
 
     (Orides Siqueira)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

VERGONHA

Tem coisas que não suporto,
Não agüento mais
Existem lugares para estacionamento de deficiente
Usado
Por motoristas anormais
Isto e questão de educação
Ato de gente indecente
 
Percorro extremos,
E registro com minha visão
Motoristas em escolas parando na contramão
Isto e contra os conceitos de educação
Mau exemplo aos filhos, que descem com livros na mão
 
O guarda observa inerte
O trombadinha roubar sacola
Outro passa chapado e com uma lata de cola
O político da tribuna grita bem claro que o outro é ladrão
Ma se ele é o fiscal
E fala e não prova, que faz ali então

Propaganda de cerveja na televisão,
Se beber favor não dirigir
E bebida alcoólica
É droga
Então porque não proibir  
Ladrão na cadeia diz ter sido desrespeitado
Então que diria o honesto que por ele foi roubado
 
                  (Orides Siqueira)

domingo, 18 de novembro de 2012

Nós poetas temos de viver uma eterna metamorfose, como hoje o jovem não lê uma poesia inteira, nos adpatamos a monstrar nosso trabalho mesmo em partes.

Mais flesh das minhas poesias que rolam na net

Particulas das minhas poesias que rolam na internet, pricipalmente no face





A MENTE E O CORAÇÃO

A mente é nosso analista
E a perfeição do perfeccionista
E o coração é o grande anarquista
 
A mente faz o retrato
Une os fatos
Dirige e faz a programação
Ai entra o coração e inventa a paixão
 
Pensa e mescla a lagrima e a alegria
Com  paz e  harmonia
Estrutura as células
Cria regras de sustentabilidade
Fortifica a verdade e a regularidade

Regula os passos
Cria a identidade
E a totalidade do conjunto
Criando a originalidade
 
O coração não entende a proporção
Desativa a evolução
Se apaixona
Entra em erupção
Queima as regras com o fogo da paixão
Ama e é sofredor
E nunca é contra nem a favor
 
      (Orides Siqueira)

sábado, 17 de novembro de 2012

PLAY e OFF

Somos únicos
Não somos clonáveis
Mas somos programáveis
 
As vezes sou maquina
Sem pensar
E difícil de programar
 
Ma estou vivo
Sinto, sofro
Me preocupo
E me ocupo
 
E quando estou sorrindo
Estou no Play
Para
Rir chorar e amar
 
Mas
As vezes
Estou em off
Querendo somente calar
 
     (Orides Siqueira)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CAMINHANTE SILENCIOSO

Existe muito conhecimento
E muito pouco sabedoria
O homem esquece seus passos
E vira escravo dos seus conceitos
Orgulha de suas decisões
E  ai asfixia-se com  suas concepções
 
Enquanto humano
Leva-se a insignificância
Atropelado pela própria ignorância
 
Quer ser mestre das palavras
Mas vira escravo de pequenos ruídos
Pensa ser grande
Embaçado pelas vitorias pessoais
Raciocina como um bando de anormais
Medindo-se pelo que tem
Sem saber que neste mesmo trilho
A falta de  humildade
Pode o atropelar como se fora um trem
 
Se reduz
A um pequeno guerreiro assustado
Combatendo em guerras que não são suas
E vira mendigo
Cabisbaixo a vagar pelas ruas
 
       (Orides Siqueira)
ESCRAVIDÃO DISFARÇADA

Prefiro a fúria dos trovões
A tranqüilidade do ostracismo
 
A escravidão
Não foi radicada
Apenas foi disfarçada
Com a falsa democracia
Sem idealismo
Cheia de capachos do capitalismo
 
Existe um abismo dominante
Sobre pobres e deserdados
Ditados por abastados
 
Não se justifica
Nem de quem exerce
Nem de quem claudica
Por se calar
E cabisbaixo não reivindicar
 
       (Orides Siqueira)

domingo, 11 de novembro de 2012

MORADOR DE RUA

Anda de cima para baixo
E vice verso
Sem voz nem espaço
 
Enriquecem gráficos
Da miséria
São  fleshs da falta de cultura
Não Tem cor nem etnia
Apenas  barriga vazia
Sem vaidade
Longe do consumismo
Deserdados  pelo  Deus do capitalismo
 
Suas existências
São pequenos fluxos
Onde tudo se confunde
Sujos e de parcas aparências
 
Vitimas de um progresso
Mal programado
Que  enriquece a poucos
E transforma milhares em favelados
 
      (Orides Siqueira)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

  O AMOR

O amor.......
É uma conversão
Da rivalidade em amizade
Transformando
A emoção em sentimento
 
É uma alquimia
Entre sentimentos diferentes
Onde precisamos aumentar e externar
Os sentimentos exatos
 
Uma fusão
Entre o prosaico e o platônico
O físico e o espiritual
A amizade e o antônimo
A compreensão e a intolerância
Vai da guerra  a paz entre os sexos
 
O amor
É a magia que nos envolve
Sem tempo
Porque o amor é uma eternidade
Composta de momentos
 
     (Orides Siqueira)

visite recanto das letras

http://www.recantodasletras.com.br/autores/oridessiqueira

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

  NÃO POETA NÃO

Que poeta
Não, não sou poeta
Sou um louco
Com letras  por traz de um olhar
Alguém que esta sempre em outra coisa a pensar
 
Uma alma que sente busca e ama
E que pacientemente
Espera
A caricia de uma palavra
 
Sou filho e mendigo do amor
Devoto do perfume da flor
Livre e só com meus pensamentos
Um mixto de lúcido e louco por momentos
 
Que tenho no olhar
Quando me perco no horizonte
Será um olhar de paz
Ou sentado só quero dizer
Aqui um louco e sonhador jaz
 
      (Orides Siqueira)