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domingo, 6 de novembro de 2011


P....

Faz obituário de meus sonhos
Assusta-me deixa-me covarde
Mas te quero agora amanha será tarde
Mentes que me queres e meu peito arde

Serpente colossal, ave desnuda
Meu mal, meu pecado capital
Amor infinito que dura segundos
Meu centro, meu meio do mundo

Anjo de delírio cego
Fantasma que ilumina meu ego
Igual a um pássaro livre
Teu vôo me enche de cicatrizes

Anuncias que vais deixar a ausência
Causa-me um horror, uma abstinência
Meu órgão chora
E o coração decreta falência

(Orides Siqueira)

Um comentário:

Rosangela Abreu disse...

" Muito lindo poeta!! "