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quarta-feira, 29 de agosto de 2012


ESTA TERRA TEM DONO

Quero
Amordaçar a escuridão dos meus medos
E lutar para sair das sombras
E colorir meus horizontes
Nem que tenha de soprar  contra o vento
 
Hoje que a corrupção é o combustível do poder
E acomodação se instalou em nossas artérias
E os honestos que eram a voz do povo
Se envenenaram com a indiferença
Nos escuros cantos do silencio
Quando o verdadeiro Deus foi derrotado
E assumiu um diferente Deus inventado
 
Os mercadores
Estes malditos bastardos
Que roubaram o brilho da cruz
Riem da nossa cara e vendem a imagem de Jesus
    
Eu que jamais vou suicidar-me
Prefiro lutar pela dignidade
Desenvolvendo o meu eu
Fico dedicando-me a gabaritar nos papeis
Para deixar um grito de indignação
Indignação sem revolução nem guerra
Indignação quem vem desde o Índio Sepé
Que gritava nas coxilhas, sou dono desta terra
  
      (Orides Siqueira)

Um comentário:

Cristina disse...

Hermosos poemas, un placer leerte.
Con tu permiso me quedo para seguir tus publicaciones, abrazos desde Uruguay!

http://perfumederosas-cristina.blogspot.com/