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terça-feira, 5 de abril de 2011


TEREZA LOUCA TEREZA

A Tereza louca vivia a gritar
Que tinha um olho na terra e outro no mar
Que se lavava com a terra e secava com o luar
Lá estava a louca sempre a gritar este seu cantar

E nos desvarios seus, queria asas para voar
Dizia terem ruas que vão e outras que nos levam ao nada
Mas Tereza era esta louca desvairada
Dizia só ouvir mentiras e que verdade são mentiras maquiadas

Lá ia a Tereza comendo bolachas mofadas
Dizia ter olhos sãos em pálpebra doente
Que dinheiro era coisa de gente doente
Que não queria, não era louca nem demente

As vezes dizia que tinha a cabeça furada
E que uma de suas vistas tinha sido roubada
Que não avistava a vista e não via nada
Retrucava, não falei contigo orelha furada

Dizia ter vindo de cima da serra
Que só tinha louco nesta terra
E tinha botado um buda na lagoa
E daí é meu, deixa lá até que os bichos o roa

(Orides Siqueira)

2 comentários:

maria alzerina da silva de oliveira disse...

GOSTO MUITO DAS SUAS POESIAS GOSTARIA MT DE RECEBER SEMPRE EU TENHO UMA PASTA COM AS SUAS POESIAS. E SEMPRE PASSO PRA MEUS AMIGOS DIZENDO QUE É DE UM AMIGO CHAMADO ORIDES SIQUEIRA Q É POETA. BJS E OBRIGADA PELAS LINDAS POESIAS

Juraci disse...

Tadinha da dona Tereza e tadinhos/as de todos nós que um dia tb chegaremos, em idade mais avançadas, pois quem não quiser chegar mais longe terá que ficar pela estrada.
Juraci