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sábado, 5 de março de 2011


PROCURA

Se eu andar pela cidade por teu nome a perguntar
Não estou louco nem bebi, apenas não deixei de te amar
Já não sei se sou um pobre coitado sem tino
Ou se sou um equilibrista andando em fio fino

Em cada copo em cada luz vejo tua silhueta
Apesar dos pesares nossas almas juntas são perfeitas
Num reduto ambíguo, ou numa grande esfera
Sou este ser que chora, clama e ainda te espera

Paro, meu olhar se precipita no vazio
Perambulando como um animal no cio
Penso que você vai chegar como quem vem do nada
Caio na real foi uma visão vazia e precipitada

Sigo na noite a procurar teu sorriso teu olhar
Com aquele visual da perfeição
Para buscar novamente um brilhar
Um sorriso, um amor, uma inspiração

(Orides Siqueira)

Um comentário:

Deise disse...

Gostei da sua poesia. Encontrei no orkut de Ludimar. Parabéns pela sua sensibilidade poética. Deise