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quinta-feira, 26 de agosto de 2010



ENTULHO OU DROGADO


É peixe fácil engolindo um anzol
Abandona a família sem motivo
Vai se tornando mais agressivo
Fica louco e depressivo

A família é quem mais sofre
Deixa de ser gente é catástrofe
Um sujeito isolado
Pronto pra ser fritado

Cérebro não pode ter não
Deve ser lixo ou entulho
Pra ser drogado ou fumar bagulho
Para a morte dar mergulho

Vai virar um favelado
Sem ninguém a seu lado
Um coitado vagabundo
Este é o fim do drogado

Quando o corpo pedir descanso
como o mar faz com o remanso
Chegou o fim da jornada
Porque é lixo não serve pra nada

Vai morrer na solidão
Como um pobre cão

(Orides Siqueira)

Um comentário:

irisaparencias disse...

Muito realista seu poema, doí esta verdade, mas uma coisa é mais dolorido neste momento final é a solidão, é nesta hora que se sabe o quanto vale o amor e a amizade, embora seja já um amor cansado por tudo ter passado com o resultado é nesta hora que devemos nós os próximos nos achegarmos...
Emocionei-me pois acompanho um amigo psicólogo numa luta para ajudar a causa da recuperação...
Um forte abraço
Íris Pereira