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domingo, 29 de julho de 2012

   

VACUO

 

Semente no deserto

Nem adubo nem afeto

Um arrepio

Coração arredio

 

Uma  voz

Como ondas sonoras

O adeus foi apenas um ato

Um desamor de fato

 

Nostalgia

De um passado silencioso

Deixando um vácuo

Um pensamento pernicioso

 

Promessas abandonadas

Sombras de um nada

Tempo perdido

Coração só e sofrido

 

Sem palavras

Um triste murchar da flor

Ninguém por perto

Só restou um frio e amargo desafeto

 

     (Orides Siqueira)

2 comentários:

Vera Portella disse...

Boa noite! Espero que seu domingo tenha sido maravilhoso.
Orides...nem podes imajinar como me senti horada em te ver em meu modesto blog.Poxa vida...foi demais.
Seus poemas são incríveis,emocionantes.
Voltarei sempre para alimentar minha alma com sua sensibilidade.
Um abraço fraterno
vera portella

Bicho do Mato disse...

Oi Orides, tudo bem? Vim agradecer sua visita e adesão ao meu blog, estou muito honrado por tê-lo como seguidor. Obrigado. Li vários de seus textos e gostei muito. Também já estou e seguindo. Voltarei com mais tempo para continuar lendo, também te espero mais vezes em meu blog. Um abração do Bicho do Mato.