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quarta-feira, 24 de julho de 2013

OLHAR DO VOCÁBULO

Com o horizonte opaco e desolado
Nesta noite prenha de vestígios
Somos ociosos magos de utopias
Tentando decifrar o dialeto das flores
 
Entre chuvas e relíquias
Tentando descobrir os enigmas
Entre a nudez de teu olhar
Na luz de uma  Iris sedutora
 
Abandono a ambigüidade do horizonte
E regresso a existência cotidiana
Para ouvir o olhar do vocábulo
Entre sussurros de bonança
 
No destelho de teu infinito
A bordo dos teu lábios
Finco minha bandeira
Como uma batuta
Em um grotesco gesto do regente
  
       (Orides Siqueira

Um comentário:

Rosangela Abreu disse...

### Lindíssimo e profundo poeta!! ###