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terça-feira, 13 de abril de 2010


AMOR NO PEITO

Desculpa sou um ser imperfeito
Mais tenho um amor grande em meu peito
Um amor sempre declarado
Jamais omitido
Mesmo que fique enfraquecido
Eu te venero com eloqüência
Falo repito com freqüência
Parece que paro de pensar
Não sei de onde vou buscar
Parece que meu pensamento desapareceu
Que minha idéia escureceu
Mais busco mais forças dentro do meu eu
No meu coração sofrido
E o cérebro esquecido
Fico a recontar minhas sagas
Mais com um sorriso me pagas
Não sei se teu amor é meu
Mais tu sabes que o meu é teu
É grande que minha mente afeta
E fere meu peito como uma seta
As vezes fico a temer
Se tenho teu amor sem saber
Há como é grande meu querer
(Orides Siqueira)

3 comentários:

Paulo Sempre disse...

Ser Poeta

«Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!»
(Florbela Espanca)

Grande abraço

Paulo

PORTUGAL

Lucia Raad disse...

Parabéns amigo poeta!
adorei em especial esse poema... talvez por me identificar...(um grande amor no peito,omitido,não permitido,dolorido,sofrido,um dia talvez revivido...
voltarei outras vezes.Abraços.

"LOBA" EM FÚRIA disse...

amei passear por aqui...ler-te foi maravilhoso
abraços