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terça-feira, 26 de maio de 2015

ESTOU AÍ


Amarrando
Folhas ao vento
Perfumando jasmins
Escutando o que os outros cantam
Por não saber cantar
 
Estou no jardim
Colecionando gotas de chuva
Computando pétalas
Selecionando rabos de nuvens para poder voar
 

               (Orides Siqueira)
FACIL  FACIL

Escrever é fácil
Pegas uma ideia ali
Um sentimento de acolá
Atas com palavras

E o resultado parcial
É
Quero-te

E
O total
É
Eu te amo
  

            (Orides Siqueira)

   PIRAMEDES DE LAGRIMAS

O poeta
Cria um mundo com sentido
Que se opõe ao patético
Sem sentido do mundo
 
A poesia
Não tem limites
Sempre haverá uma pedra
Para ser colocada nas pirâmides das lagrimas
 

  

           (Orides Siqueira)






sábado, 23 de maio de 2015

A PAMPA QUE NOS PARIU


Um dia
Meus olhos não mais viram o Sul
Desta Pampa
Com planícies
Que parecem dormirem com o minuano
Como dois amores
Ou corpos em concha com ramos de flores
 
Meu sul é um verde que chora
Enquanto canta
Abrindo um eco lentamente
Como que dizendo
Vamos em frente
Por que atrás vem gente
 
No meu Sul
A chuva nada é mais que uma rosa entreaberta
O sorriso branco do vento
Aqui...
Onde o cucuruto é um trono
Que o sulista usa como um assento
  

             (Orides Siqueira)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

QUINTANA OU CERVANTES

Não sei
Mais quem sou
Um Nacionalista fóda
Ou...
Um romântico em desuso
Fora de moda
 
Idealista
Sem oficio
Nem benefício
 
Usando o cotovelo
Para afastar farsantes
Discípulo de Quintana
Com a filosofia de Cervantes
  

      (Orides Siqueira)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A ESPADA DO GUERREIRO

Bengala na mão
Ali
O ancião

A contar moedas
Com um olhar infinito
Um SOS  um grito
Na mão um velho chaveiro
Arrasta-se o velho guerreiro
    
Hoje quando todo o corpo dói
A cambalear com o vento
Entre ecos e passos
Segue lento
O herói
 

          (Orides Siqueira)

terça-feira, 19 de maio de 2015


  PROPOSTA

Acreditando no amor
Proponho-te
Um pacto de sussurros
Em uma tertúlia de gemidos
Com um prólogo de olhares
Até um epilogo de bocas
 

         (Orides Siqueira)

sábado, 16 de maio de 2015

OLHOS QUE ABRAÇAM

Esses
Olhos teus nos meus
Ou nossos
Como defini-los
Seriam
Olhos de sono
Em uma lua minguante
Ou pedido de socorro de dois viajantes
 
Olhos
De abraços
Amasso
Dos olhos teus
Nos olhos meus
Neste olhar
Entre olhos nossos
 
        (Orides Siqueira)


      GURI  DESCALÇO


Fui menino descalço
Apesar dos percalços
Adorava ser descalço
       
Um dia cresci
Encompridou as canelas
Não usei mais calções de flanela
A voz
Engrossou
E troquei as calças curtas
Por vestimentas adultas
 
Hoje calçado
Bem barbeado
E roupa bem passada
Olho à meu eu
E digo...
Lembras daquele guri
Descalço e quase nu
Pois saibas...
Ele era muito mais feliz que tu
 

             (Orides Siqueira)
LOUCOS

Ferem as circunstâncias
Com 
Estocadas
De indiferenças
 
E...
Por terem
Domesticado as palavras

 
Vivem
Cavalgando
Versos ao vento
Para alcançar os desapegos
 
  

           (Orides Siqueira)
ESTOU AÍ


Amarrando
Folhas ao vento
Perfumando jasmins
Escutando o que os outros cantam
Por não saber cantar
 
Estou no jardim
Colecionando gotas de chuva
Computando pétalas
Selecionando rabos de nuvens para  voar
 
               (Orides Siqueira)