
PÁSSARO PERDIDO
Sou o hospede que habita a luz
Cavalgo as sombras
Para encontrar a petulância da claridade
Sou energia compacta do nada
Sou o frio e o calor acumulado
Reflexo do impossível
O previsto do imprevisível
Um violino desafinado
Um fragmento inerte chamado corpo
Nada é certo neste mundo
Tudo e possível
Infectado por o abstrato do impossível
Impulsionado por o destino incerto
Sou fonte de água no deserto
O supérfluo do sentido
Pássaro perdido
(Orides Siqueira)
2 comentários:
Querido amigo é sempre um prazer vir aqui, impossível ler poesia mais perfeita...beijos
MENDUIÑA
APAREÇA..
Obrigado Menduina, sabes qua a casa é sua, volte sempre sua preseça aqui é muito importante !!!
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