
IMPROPÉRIOS DE UM LOUCO
O Papa assobiava na janela
Para o pastor recitar quimera
Inimigos amigos
Ou amigos inimigos
Fumaça no soldado
Do maconheiro ao lado
Neste reflexo na água a brilhar
Vivo neste imerso sem afogar
Um homem se chama Afrodite
Diz ser Deus e quer que acredite
Leio um livro para não ler
Neste enxergar sem ver
Entre os males a me destratar
Prefiro o olzheimer
O parkinson me faz derramar
O olzheimer me faz sair sem pagar
Amigos rindo de mim
Nada para me preocupar
Risos sem fim
Se morrer não vou pagar
(Orides Siqueira)
2 comentários:
Linda poesia poeta perfeito estilo dos intelectuais, parabens, beijos
Menduiña
legal!
Me fez pensar na loucura...na parte bela da insanidade, mais especificamente...
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